quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Dama da noite...

Sorri, dama da noite...
Enquanto uma lua gira nos olhos,
Um beijo toca o céu e línguas saboreiam o manjar dos deuses...
Esbanja teu brilho de estrela...
Seduz a madrugada...
Baila com o vento pela escuridão...
Enbriaga com seu perfume os eternos amantes...
Enquanto eu, fico aqui facinada com sua tamanha beleza que assim como um flasch...
Um instantânio mágico...
Certamente daqui a poucas horas...
Contemplarei a ti somente nas minhas lembranças...
*
*
MellCastro





...Não se afobe não, que nada é para já...



Então, um dia você acorda e não suporta mais essa dor que mistura saudade, desespero, raiva e incorformidade.
Você se levanta e não reconhece no espelho, essa pessoa de semblante triste, cansada e melancólica.
Você vê a chuva caindo pela janela, e sente um frio no corpo e pensa que esse dia plumbéo e triste reflete o que lhe vem à alma.
Você acessa a net, lê e responde emails, passeia pelos orkuts da vida, conversa com alguns on line e se deixa levar pelo dia como uma pluma ao vento.
E uma hora, você se questiona, o porquê de mais uma vez se deixar levar pelas aparências vazias, das promessas falsas, do sorriso bonito que esconde um coração volúvel, se questiona por que amar, quando o amor parece não se suficente, quando as coisas mundanas são melhores do que o melhor de si guardado e oferecido em nome do bem querer, do bem estar, você se questiona se talvez já não seja hora de deixar de crêr nesse misterioso e tão buscado sentimento a quem todos chamam amor...
Você se questiona o que fazer com todo esse sentimento dentro de si sufocado, recolhido e escondido depois de ter sido desprezado, se pergunta :
E agora, o que fazer? Queimar como palha seca? Rasgar como papel desnecerrário?
Jogar fora como algo descartável, o que para você foi tão bonito?
Afinal, fazer o quê?
Então você, senta e coloca sua alma num trecho de texto, que não convém ser chamado de poema, e deixa fluir a saudade e o amor, por entre os dedos e através do teclado, e no meio de tantas dúvidas e incertezas, você lembra de um poeta que diz que amores serão sempre amáveis e percebe que, se não o vivi com você, futuros amantes, talvez, se amarão sem saber, como todo esse amor, que um dia existiu por e para você.





Novos começos...

Eu sempre gostei de escrever...
Palavras tem o poder de me acalmar...
Tenho o péssimo habito de deixá-las fugir de mim num momento de extrema raiva, de expô-las da pior forma possível, mas felizmente essas mesmas palavras costumam me ajudar ao pedir desculpas, ao descrever meus sentimentos, meu bem querer...
Não sei se é um dom, ou se é uma falha, ou se é um presente, não o uso das palavras, mas a forma de expô-las conforme meu jeito de ser.
Gostaria de ser centrada, e politicamente correta.
Mas mesmo já quase balzaquiana, a imagem de que se forma em minha mente quando penso em politicamente correto uso da palavra, vejo algo sem paixão....
Você que me lê pode e deve discordar, claro!!Esse é um pensamento meu.
Sou eu a doida!!
Mas com todas as minhas loucuras e apesar dos meus erros, me considero alguém que vive e viver nem sempre é politicamente e alguém que eu gosto de ler disse que não queria ver a vida passar e sim senti-la nas mãos.
Então por que eu, alguém que tanto tem para aprender poderia querer algo menor que isso?
Enfim estou de volta, com as palavras que sempre foram minhas maiores e melhores companhias.
Minha melhor análise, meu apoio, me centro de equilíbrio, minha reflexão...
Que são meu porto seguro nas tempestades que passei,
Meu mar em calmaria nos momentos bons,
Por isso e por diversos motivos volto, ainda em construção, por que não sou obra findada, e sim, me aperfeiçôo, evoluo, regrido, progrido e sigo por estes caminhos que a vida me oferece.
Seja bem vindo, você que me acompanhou em outra época, você que apareceu por acaso, você que me conhece um pouco ou quem sabe, quase nada.
Respeite meus medos, compreenda meus anseios, compartilhe, concorde e discorde de minhas opiniões.
” E se me achar esquisita,respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar.”*
*
*
Mell Castro




---- QUE IMPORTAM AS COISAS E OS SERES A NÃO SER NO MOMENTO INFINITO E RARO EM QUE ELAS SEM CARICATURAS DESPEM-SE DE TODO O ARTIFÍCIO E FRIAS E LOUCAS SÃO ELAS MESMAS NUAS?


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Uma questão de sentir...

"Quando observamos da praia, um veleiro afastar-se da costa, navegando mar adentro, impulsionado pela força dos ventos, ele nos parece cada vez menor. De repente só podemos contemplar um pequeno ponto branco onde o mar e o céu se encontram. Quem observa o veleiro sumir no horizonte certamente exclamará ¨já se foi¨. Terá sumido? Evaporado?

Não certamente. Apenas o perdemos de vista. O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós. Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas. O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver.

Mas ele continua o mesmo. Talvez, no exato instante em que alguém diz ¨se foi¨, haverá outras vozes, mais além, afirmar: ¨lá vem o veleiro¨. Assim é a morte. Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro, e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos ¨já se foi¨.

O ser que amamos continua o mesmo. Sua capacidade mental não se perdeu, suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado. Conserva o mesmo afeto que nutria por nós.

Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita no outro lado. E é assim que,no mesmo instante em que dizemos ¨já se foi¨, no mais além, outro alguém dirá feliz ¨já está chegando¨.

Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a viagem terrena. A vida jamais se interrompe nem oferece mudanças espetaculares, pois a natureza não dá saltos.

Cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos, até que resolve por desfazer-se do que julgar desnecessário.

A vida é feita de chegadas e partidas. De idas e vindas. Assim, o que para uns parece ser a partida para outros é a chegada.

Um dia partimos do mundo espiritual na direção do mundo físico; noutro partimos daqui para o espiritual, num constante ir e vir, como viajantes da imortalidade que somos todos nós.

Mell Castro








"Mistérios de mulher

O que eu escondo?
Não sei...
Poucas coisas
Bobas...
Algumas fortes...
Nem te conto.
Eu carregarei
eternamente sozinha...
Sou forte,sou capaz
de aguentar.
Quanto a ti não sei...
As mulheres são guerreiras
E silenciam quando precisam...
Compartilham o que podem
Dão o que tem.
Todas tem segredos
Amores violentos
Paixões interrompidas
Sonhos esquecidos...
Podem carregar dores,
mágoas
Mas não transparecem
a qualquer um.
Escolhem um homem
para amar .
Compartilhar alegrias
e sonhos
Algumas tristezas e medos...
Mas tem medos que são só delas.
Tem desejos que são secretos.
Lembranças que são ocultas...
Através de olhos sinceros.
Mas elas amam mesmo assim...
Se entregam,se dividem.
Acreditam,esperam.
Possuem um amor infinito
E outras coisas infinitas...
Que mal cabem dentro delas
Tão frágeis e sensíveis
Tão lobas e famintas...
*
*
Mell Castro



Meu santuário-

Caminho de sonhos
Santuário...
Pecado sagrado de fantasia e poema,
Razao sonho e emoçao.
Meu corpo santuário
Clama por teu pecado sem pudor.
Clama pela obscenidade de teus atos
Palavras desconexas, obscenas.
Nua de conceitos...
Entre velas e incensos...
Espero teus desejos...
Entre magias,poesias e malicias
Meus aromas afloram...
Despertando em ti vontades adormecidas.
Doce santuário,
Entre vinhos e juras
Calices e sons.
Estou lá onde me invento e faço
Esboço minha face
Desfaço se for preciso
Em meu caminho de sonhos
Meu santuário...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Confesso...

E para te sentir, só é preciso que eu me toque...




Bilhete


Em cada traço cada gota cada marca cada poro cada pêlo cada um cada uma...
Um beijo no...na...nos...nas...
Assinado:
“ Aquele”.






Você sempre chamou minha atenção pro lado proibido
pro contestável,rejeitando uma-a uma as minhas convicções.
Acordou em mim tudo que dormia
Fez emergir oque eu guardava...
Ele,insuportavelmente sedutor...
Eu, docemente pornográfica...
*
*

Mell Castro



domingo, 1 de agosto de 2010

LUA

Ele me deitou nua em cima do calçamento
e eu sabia que era loucura
que era coisa de momento
pensei até que era a lua
danada noo quarto crescente
ou era fúria de maré
crescendo dentro da gente
e eu me sentia suada
e eu me sentia escura

mas não tinha medo de nada
que toda paixão da coragem
e me deitei na calçada
com orgulho e vadiagem
e quanto mais me sujava
mas me sentia à vontade
mais eu queria e deixava

mais eu pedia e mais dava
e ria, gemia e brincava
de ter tanta liberdade
eme me deitou na rua
numa qualquer de passagem
e eu sabia que era loucura
que era coisa de um momento
de grande camaradagem











Dentro de mim mora o animal
indômito e selvagem
que talvez te faça mal

talvez uma faísca
relâmpago no olhar
depressa como um susto
me desmascare o rosto
e de repente deixe exposto
o meu pior

em mim germina
uma força perigosa
que contamina
uma paixão vulgar
que corta o ar e que
nenhum poder domina

explode em mim
uma liberdade que te fascina
sopro de vida
brilho que se descortina
luz que cintila, lantejoula
purpurina
fugaz como um desejo
talvez te mate
talvez te salve
o veneno do meu beijo.





Vou Te Seduzir...


Com meus Olhos...

Com meu Sorriso...

Com minhas Palavras....

Com minha Boca…

Com meu Silêncio...


Sinta o que quero...


Meu Olhos: Te desejo...

Meu Sorriso: Vem…

Minhas Palavras: Te surpreenderás...

Minha Boca: Tua...Só tua...

Meu Silêncio: Prove!!!


Você…

Não Resistirá…

E jamais Esquecerá!!!