quinta-feira, 5 de agosto de 2010



...Não se afobe não, que nada é para já...



Então, um dia você acorda e não suporta mais essa dor que mistura saudade, desespero, raiva e incorformidade.
Você se levanta e não reconhece no espelho, essa pessoa de semblante triste, cansada e melancólica.
Você vê a chuva caindo pela janela, e sente um frio no corpo e pensa que esse dia plumbéo e triste reflete o que lhe vem à alma.
Você acessa a net, lê e responde emails, passeia pelos orkuts da vida, conversa com alguns on line e se deixa levar pelo dia como uma pluma ao vento.
E uma hora, você se questiona, o porquê de mais uma vez se deixar levar pelas aparências vazias, das promessas falsas, do sorriso bonito que esconde um coração volúvel, se questiona por que amar, quando o amor parece não se suficente, quando as coisas mundanas são melhores do que o melhor de si guardado e oferecido em nome do bem querer, do bem estar, você se questiona se talvez já não seja hora de deixar de crêr nesse misterioso e tão buscado sentimento a quem todos chamam amor...
Você se questiona o que fazer com todo esse sentimento dentro de si sufocado, recolhido e escondido depois de ter sido desprezado, se pergunta :
E agora, o que fazer? Queimar como palha seca? Rasgar como papel desnecerrário?
Jogar fora como algo descartável, o que para você foi tão bonito?
Afinal, fazer o quê?
Então você, senta e coloca sua alma num trecho de texto, que não convém ser chamado de poema, e deixa fluir a saudade e o amor, por entre os dedos e através do teclado, e no meio de tantas dúvidas e incertezas, você lembra de um poeta que diz que amores serão sempre amáveis e percebe que, se não o vivi com você, futuros amantes, talvez, se amarão sem saber, como todo esse amor, que um dia existiu por e para você.





Novos começos...

Eu sempre gostei de escrever...
Palavras tem o poder de me acalmar...
Tenho o péssimo habito de deixá-las fugir de mim num momento de extrema raiva, de expô-las da pior forma possível, mas felizmente essas mesmas palavras costumam me ajudar ao pedir desculpas, ao descrever meus sentimentos, meu bem querer...
Não sei se é um dom, ou se é uma falha, ou se é um presente, não o uso das palavras, mas a forma de expô-las conforme meu jeito de ser.
Gostaria de ser centrada, e politicamente correta.
Mas mesmo já quase balzaquiana, a imagem de que se forma em minha mente quando penso em politicamente correto uso da palavra, vejo algo sem paixão....
Você que me lê pode e deve discordar, claro!!Esse é um pensamento meu.
Sou eu a doida!!
Mas com todas as minhas loucuras e apesar dos meus erros, me considero alguém que vive e viver nem sempre é politicamente e alguém que eu gosto de ler disse que não queria ver a vida passar e sim senti-la nas mãos.
Então por que eu, alguém que tanto tem para aprender poderia querer algo menor que isso?
Enfim estou de volta, com as palavras que sempre foram minhas maiores e melhores companhias.
Minha melhor análise, meu apoio, me centro de equilíbrio, minha reflexão...
Que são meu porto seguro nas tempestades que passei,
Meu mar em calmaria nos momentos bons,
Por isso e por diversos motivos volto, ainda em construção, por que não sou obra findada, e sim, me aperfeiçôo, evoluo, regrido, progrido e sigo por estes caminhos que a vida me oferece.
Seja bem vindo, você que me acompanhou em outra época, você que apareceu por acaso, você que me conhece um pouco ou quem sabe, quase nada.
Respeite meus medos, compreenda meus anseios, compartilhe, concorde e discorde de minhas opiniões.
” E se me achar esquisita,respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar.”*
*
*
Mell Castro




---- QUE IMPORTAM AS COISAS E OS SERES A NÃO SER NO MOMENTO INFINITO E RARO EM QUE ELAS SEM CARICATURAS DESPEM-SE DE TODO O ARTIFÍCIO E FRIAS E LOUCAS SÃO ELAS MESMAS NUAS?


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Uma questão de sentir...

"Quando observamos da praia, um veleiro afastar-se da costa, navegando mar adentro, impulsionado pela força dos ventos, ele nos parece cada vez menor. De repente só podemos contemplar um pequeno ponto branco onde o mar e o céu se encontram. Quem observa o veleiro sumir no horizonte certamente exclamará ¨já se foi¨. Terá sumido? Evaporado?

Não certamente. Apenas o perdemos de vista. O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós. Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas. O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver.

Mas ele continua o mesmo. Talvez, no exato instante em que alguém diz ¨se foi¨, haverá outras vozes, mais além, afirmar: ¨lá vem o veleiro¨. Assim é a morte. Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro, e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos ¨já se foi¨.

O ser que amamos continua o mesmo. Sua capacidade mental não se perdeu, suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado. Conserva o mesmo afeto que nutria por nós.

Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita no outro lado. E é assim que,no mesmo instante em que dizemos ¨já se foi¨, no mais além, outro alguém dirá feliz ¨já está chegando¨.

Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a viagem terrena. A vida jamais se interrompe nem oferece mudanças espetaculares, pois a natureza não dá saltos.

Cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos, até que resolve por desfazer-se do que julgar desnecessário.

A vida é feita de chegadas e partidas. De idas e vindas. Assim, o que para uns parece ser a partida para outros é a chegada.

Um dia partimos do mundo espiritual na direção do mundo físico; noutro partimos daqui para o espiritual, num constante ir e vir, como viajantes da imortalidade que somos todos nós.

Mell Castro








"Mistérios de mulher

O que eu escondo?
Não sei...
Poucas coisas
Bobas...
Algumas fortes...
Nem te conto.
Eu carregarei
eternamente sozinha...
Sou forte,sou capaz
de aguentar.
Quanto a ti não sei...
As mulheres são guerreiras
E silenciam quando precisam...
Compartilham o que podem
Dão o que tem.
Todas tem segredos
Amores violentos
Paixões interrompidas
Sonhos esquecidos...
Podem carregar dores,
mágoas
Mas não transparecem
a qualquer um.
Escolhem um homem
para amar .
Compartilhar alegrias
e sonhos
Algumas tristezas e medos...
Mas tem medos que são só delas.
Tem desejos que são secretos.
Lembranças que são ocultas...
Através de olhos sinceros.
Mas elas amam mesmo assim...
Se entregam,se dividem.
Acreditam,esperam.
Possuem um amor infinito
E outras coisas infinitas...
Que mal cabem dentro delas
Tão frágeis e sensíveis
Tão lobas e famintas...
*
*
Mell Castro



Meu santuário-

Caminho de sonhos
Santuário...
Pecado sagrado de fantasia e poema,
Razao sonho e emoçao.
Meu corpo santuário
Clama por teu pecado sem pudor.
Clama pela obscenidade de teus atos
Palavras desconexas, obscenas.
Nua de conceitos...
Entre velas e incensos...
Espero teus desejos...
Entre magias,poesias e malicias
Meus aromas afloram...
Despertando em ti vontades adormecidas.
Doce santuário,
Entre vinhos e juras
Calices e sons.
Estou lá onde me invento e faço
Esboço minha face
Desfaço se for preciso
Em meu caminho de sonhos
Meu santuário...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Confesso...

E para te sentir, só é preciso que eu me toque...




Bilhete


Em cada traço cada gota cada marca cada poro cada pêlo cada um cada uma...
Um beijo no...na...nos...nas...
Assinado:
“ Aquele”.






Você sempre chamou minha atenção pro lado proibido
pro contestável,rejeitando uma-a uma as minhas convicções.
Acordou em mim tudo que dormia
Fez emergir oque eu guardava...
Ele,insuportavelmente sedutor...
Eu, docemente pornográfica...
*
*

Mell Castro



domingo, 1 de agosto de 2010

LUA

Ele me deitou nua em cima do calçamento
e eu sabia que era loucura
que era coisa de momento
pensei até que era a lua
danada noo quarto crescente
ou era fúria de maré
crescendo dentro da gente
e eu me sentia suada
e eu me sentia escura

mas não tinha medo de nada
que toda paixão da coragem
e me deitei na calçada
com orgulho e vadiagem
e quanto mais me sujava
mas me sentia à vontade
mais eu queria e deixava

mais eu pedia e mais dava
e ria, gemia e brincava
de ter tanta liberdade
eme me deitou na rua
numa qualquer de passagem
e eu sabia que era loucura
que era coisa de um momento
de grande camaradagem











Dentro de mim mora o animal
indômito e selvagem
que talvez te faça mal

talvez uma faísca
relâmpago no olhar
depressa como um susto
me desmascare o rosto
e de repente deixe exposto
o meu pior

em mim germina
uma força perigosa
que contamina
uma paixão vulgar
que corta o ar e que
nenhum poder domina

explode em mim
uma liberdade que te fascina
sopro de vida
brilho que se descortina
luz que cintila, lantejoula
purpurina
fugaz como um desejo
talvez te mate
talvez te salve
o veneno do meu beijo.





Vou Te Seduzir...


Com meus Olhos...

Com meu Sorriso...

Com minhas Palavras....

Com minha Boca…

Com meu Silêncio...


Sinta o que quero...


Meu Olhos: Te desejo...

Meu Sorriso: Vem…

Minhas Palavras: Te surpreenderás...

Minha Boca: Tua...Só tua...

Meu Silêncio: Prove!!!


Você…

Não Resistirá…

E jamais Esquecerá!!!

domingo, 25 de julho de 2010

Violência Doméstica, não pactue com essa covardia!!!



Uma mulher sozinha e indefesa contra um grupo de homens. O que as investigações sobre o caso Bruno indicam, a respeito do fim da modelo Eliza Samudio é semelhante a outros casos de jovens assassinadas que chocaram a opinião pública brasileira no século XX. No caso Dana da Teffé, a semelhança está em outro aspecto: a ausência de um corpo.

* Dana de Teffé (1961): o advogado Leopoldo Heitor foi acusado de matar a milionária tcheca Dana de Teffé para se apropriar da herança. Ela desapareceu quando viajava de carro do Rio para São Paulo em companhia de Heitor. A suspeita começou a recair sobre o advogado depois que ele apareceu com uma procuração falsa que o tornava administrador da fortuna de Dana, que não tinha filhos ou parentes próximos (a família dela morreu na Segunda Guerra Mundial). O advogado apresentou versões diferentes para o caso (sequestro por agentes comunistas e latrocínio) e foi absolvido em três julgamentos, apesar de ter entrado várias vezes em contradição. O detalhe que contou no fim foi o princípio básico criminal de que só existe delito de assassinato se existe cadáver. Leopoldo Heitor, que ficou conhecido como "o advogado do diabo", trabalhou em seu escritório no Centro do Rio até morrer, em 2001.

* Aída Curi (1958): no 14 de julho de 1958, a estudante Aída Curi (foto), foi jogada da cobertura de um edifício da Avenida Atlântica, em Copacabana (Zona Sul do Rio). As investigações indicaram que ela foi vítima de uma tentativa de estupro e foi atirada do apartamento para simular suícidio. Foram a julgamento o playboys Ronaldo Guilherme de Souza Castro, Cássio Murilo Ferreira e o porteiro Antônio João de Sousa. Por ser menor, Cássio foi cumpriu medidas socioeducativas no antigo Serviço de Atendimento ao Menor (SAM). Ronaldo e Antônio chegaram a ser condenados. Após cumprir parte da pena, Ronaldo foi viver no Espírito Santo. Antônio João de Sousa desapareceu.

* Cláudia Lessin Rodrigues (1977): no dia 26 de julho, o corpo de Cláudia, irmã da atriz Márcia Rodrigues, foi localizado amarrado com pedras em um penhasco na Avenida Niemeyer, na Zona Sul do Rio. Inicialmente, foi divulgada a versão de que a jovem morreu vitimada por uma overdose de drogas em uma festa de embalo, mas a perícia e as investigações feitas pelo detetive Jamil Warwar indicaram que a morte foi provocada por asfixia. O caso ficou marcado pela impunidade dos acusados: o playboy Michel Frank foi absolvido no segundo julgamento e fugiu para escapar de um novo júri. Ele foi assassinado em 1989 na Suíça, num crime envolvendo traficantes de drogas. O cabelereiro George Khour chegou a ser sentenciado por ocultação de cadáver, mas ficou detido por pouco tempo.

* Mônica Granuzzo (1985): a estudante de 14 anos foi se encontrar com o modelo Ricardo Peixoto Sampaio no apartamento deste, na Lagoa (Zona Sul). No dia 16 de junho, o corpo da jovem foi encontrado em um barranco e enrolado em um cobertor. A perícia indicou que Mônica morreu ao cair da varanda do apartamento de Ricardo, ao tentar fugir de uma tentativa de estupro. O modelo teria chamado Alfredo Patti do Amaral e Renato Orlando Costa, para desovar o cadáver. Alfredo e Renato foram condenados a um ano e cinco meses de cadeia por ocultação de corpo, mas cumpriram a pena em liberdade por serem réus primários. Ricardo foi sentenciado a 20 anos de prisão pela morte de Mônica, mas conseguiu liberdade condicional após cumprir um terço. Atualmente, ele mora no Rio de Janeiro.

Mércia Nakashima( 2010): de 28 anos foi encontrada morta na sexta-feira dentro de uma represa em Nazaré Paulista. Ela estava desaparecida desde 23 de maio, mas a polícia acredita que não tenha sido assassinada uma semana depois. Pelo estado em que o corpo foi encontrado, os legistas suspeitam que a morte ocorreu no máximo há 15 dias. O ex-namorado de Mércia é apontado como principal suspeito. Mizael Bispo dos Santos foi soldado e cabo da Polícia Militar, mas se aposentou por invalidez depois de ser atingido por uma descarga elétrica. Afastado da PM, se formou em direito e se tornou sócio de Mércia num escritório de advocacia.

Em menos de um mês a impresa começa a noticiar o caso de Eliza Samudio.

Eliza Samudio (2010): "Uma história hipotética: a moça grávida chega à delegacia, diz que foi agredida e mantida em cárcere privado pelo namorado. Conta que foi obrigada a tomar um abortivo e ameaçada de morte caso procurasse a polícia. Chora, mostra as marcas de agressão e pede ajuda. A delegada manda a vítima para o IML. Quer exames de corpo de delito e de urina, para saber se houve mesmo agressão e tentativa de aborto. Invoca a Lei Maria da Penha, criada para proteger mulheres vítimas de violência, para que a moça receba proteção. Aqui começa mais um capítulo da novela dos inquéritos brasileiros. Oito meses e meio depois, o acusado não foi ouvido, a delegada foi transferida e o exame de urina não está pronto -o IML defende-se sob o argumento de que ninguém pediu urgência nos resultados." por Cristina Grillo (Folha De São Paulo)


Dez mulheres são mortas por dia no País essa é a matéria da folha de São Paulo no dia 04/07/2010.

11/07/2010 Uma mulher é morta a cada duas horas no Brasil , deixando o país em 12 no ranking mundial de homicídios de mulheres. Jornal o Globo.

Em dez anos (de 1997 a 2007), 41.532 meninas e adultas foram assassinadas, segundo o Mapa da Violência 2010, estudo dos homicídios feito com base nos dados do SUS.
A média brasileira é de 3,9 mortes por 100 mil habitantes; e o estado mais violento para as mulheres é o Espírito Santo, com um índice de 10,3 mortes.
No Rio, o 8º mais violento, a taxa é de 5,1 mortes.
Em São Paulo - onde Eloá Pimentel, de 15 anos, foi morta em 2008 após ser feita refém pelo ex-namorado em Santo André, e que agora acompanha o desfecho do assassinato de Mercia Nakashima - a taxa é de 2,8.




Fontes Pesquisadas: http: //www.agenciapatriciagalvao.org.br

http://www.sidneyrezende.com/





Eliza escolheu uma forma nem um pouco interessante para ter uma vida de princesa,usando o próprio filho para obter um sonho de morar e gastar bem,mas isso não se leva o caso.


Eu acredito que muitas mulheres pensam desta forma errônea ,Um sonho a gente constrói começando de baixo,tijolinho por tijolinho...rs mas quem sou eu par julgar não é verdade ,mas meu intuito aqui não é julgar e sim fazer um alerta para meninas que sonham alto demais e acabam pagando com a própria vida.


Elisa foi uma menina linda criada por seu pai até os seus 20 anos...e era como todas nós, "uma mulher sonhadora"


Ela não merecia acabar assim morta e seu corpo não encontrado até hoje...


Se todos fizessem um pouquinho quem sabe não diminuiriam os assassinatos com nossas meninas...Pense nisso vc tb!


E seja quem for tem que ir pra CADEIA!


Caro leitor, os altos índices de agressão contra a mulher no Brasil exigem de todos nós um posicionamento e atitude que traduza o compromisso ético, político e público de contribuir para a erradicação desse tipo de violência. Lamentavelmente, casos como o de Elisa se multiplicam aos borbotões em todo território nacional, levando o cidadão a nítida impressão de que os que atentam contra a vida das mulheres não sofrerão maiores consequências.

Diante do exposto, queremos que os culpados pelo desaparecimento, morte e ocultamento de cadáver de Elisa sejam SEVERAMENTE punidos pela justiça brasileira.

Minha homenagem a ela...


E meu desprezo e repudio a estes Assassinos e covardes!.